Elétrico compacto chinês A05 pode mudar o conceito de carro popular, custando menos de R$ 50 mil no Brasil

Elétrico compacto chinês A05 pode mudar o conceito de carro popular, custando menos de R$ 50 mil no Brasil
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O cenário de carros no Brasil está prestes a receber uma nova opção, que pode mudar o conceito de carro popular. A montadora chinesa Aima, que já opera no país com motocicletas e bicicletas, prepara o lançamento do A05, um minicarro 100% elétrico com preço estimado abaixo dos R$ 50 mil.

Previsto para chegar às lojas no primeiro trimestre de 2026, o modelo tem um valor projetado entre R$ 47.000 e R$ 49.000, com uma das propostas mais baratas de mobilidade elétrica no país.

Design compacto para a cidade

Com dimensões que o colocam na categoria dos veículos compactos, o A05 mede 2,61 metros de comprimento, sendo mais curto que modelos como Kwid e Mobi.

Seu desenho apresenta linhas limpas e um perfil achatado. A frente e a traseira têm uma assinatura visual com faróis e lanternas interligadas por uma faixa de luz contínua. O acesso ao habitáculo é feito por uma única porta em cada lateral, e o carro roda com pneus de aro 12.

Desempenho e uso: foco no urbano

O A05 terá um motor de 4,35 cavalos de potência (3,2 kW), que oferece uma velocidade máxima limitada a 45 km/h. Sua bateria de lítio de 72V/100Ah, segundo a fabricante, proporciona uma autonomia prática entre 55 e 60 quilômetros por carga completa.

O tempo estimado para uma carga completa em tomada convencional deve ser de 8 a 10 horas. Além disso, o veículo que pesa 825 kg suporta uma carga útil de até 400 kg, com espaço para até três ocupantes.

A empresa ainda aguarda a liberação do governo para uso em vias públicas.

Segundo analistas, a entrada do A05 representa uma tentativa de popularizar os veículos elétricos no Brasil, atingindo uma faixa de preço inédita para carros do tipo. Se homologado, competirá no segmento de microveículos urbanos, oferecendo uma alternativa de baixo custo de aquisição e operação para deslocamentos curtos. Tendo o preço como principal atrativo, poderá facilitar o acesso de parte da população que busca por alternativas mais em conta e ainda colaborar com a descarbonização da frota brasileira.

 

Com informações da Ibrachina